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O que é a psicanálise afinal?

Você já se perguntou porque repete os mesmos padrões nos relacionamentos, sente uma angústia inexplicável ou mesmo reage de forma intensa a situações que, racionalmente, parecem simples e cotidianas? Ou precisa lidar, constantemente, com o sentimento de não ser boa ou bom o bastante, com a dificuldade de colocar as suas necessidades em primeiro lugar, com a oscilação entre querer e temer a intimidade em igual medida? Pois é justamente por esses "mistérios" que a psicanálise foi se interessar. 

Criada por Sigmund Freud no final do século XIX, a psicanálise revelou a existência de todo um continente interno ainda desconhecido: o Inconsciente. Um mundo de ideias, memórias, percepções e sensações internas das quais não temos a menor notícia, e que, no entanto, não deixam de influenciar diretamente os nossos pensamentos, emoções e atitudes conscientes.

Freud foi percebendo que os nossos sonhos, lapsos, atos falhos, esquecimentos, chistes e sintomas eram, na verdade, comunicações desse mundo desconhecido e que poderiam ser trabalhados através de uma escuta especializada: a da psicanálise.

Transformar de dentro para fora

Cada pessoa, cada ser humano é único. Criamos e inventamos um jeito próprio de ver e viver a vida a partir das nossas histórias e experiências, influenciados pelas pessoas que amamos, pelo país onde crescemos, pela cultura, por tudo aquilo que nos faltou e pelo que tivemos em excesso. Por isso mesmo, o foco do processo analítico está em escutar as particularidades de cada história, a maneira como cada pessoa foi construindo sua narrativa, e assim ajudar a criar condições internas para que se possa não apenas enfrentar as dificuldades, mas também seguir na direção do que se deseja. A psicanálise está comprometida com uma mudança, que acontece de dentro para fora.

O que faz exatamente um analista?

O psicanalista busca escutar o inconsciente naquilo que é dito em sessão. De maneira simples, o inconsciente são pensamentos que temos sem saber, pensamentos que não são conscientes. Por conta disso, o foco de um processo analítico não é o sofrimento ou o sintoma, como por exemplo a depressão, a ansiedade ou o TOC, mas a pessoa que sofre. Isso porque não existe uma fórmula universal, que sirva da mesma maneira para todo mundo! Cada ser humano tem sua própria lógica interna, sua própria lógica inconsciente e, portanto, requer um tratamento único e singular. Em análise, o que importa é você e a maneira como conta, narra, a sua história!

Somos um corpo que pensa, sofre, se delicia, ri, dança, grita. Um corpo que nasce já mergulhado dos pés à cabeça em uma família, em uma cultura. Que já de saída ganha um nome e algumas expectativas, umas generosas, outras nem tanto. Às vezes experimentando afeto e aconchego, outras tentando, da melhor maneira possível, lidar com o buraco do desamparo, da solidão e da desesperança num mundo cada vez mais impossível. Entre as redes sociais - vitrines de uma felicidade fabricada -, o consumismo desenfreado, pandemias e agendas lotadas, cuidar de si pode ser revolucionárioTendemos a buscar esse cuidado quando nossa saúde mental já se vê afetada pela angústia, pela tristeza, pela ansiedade, pelo pânico e tantos outros sintomas que nos tiram do eixo e nos afligem com cada vez mais frequência.

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Num percursos analítico, não se trata de receber passivamente conselhos ou respostas prontas, mas de construir juntas(os) um entendimento sobre:

1. Por que certas histórias se repetem? - relacionamentos que sempre terminam "do mesmo jeito", autossabotagens no trabalho, a maneira como se lida com o dinheiro etc. 

2. O que seus sintomas estão tentando dizer? - uma ansiedade repentina, uma crise de pânico, uma dor persistente, um ciúme excessivo etc.

3. Como suas defesas psíquicas operam? - como você se relaciona com o mundo e as pessoas que estão ao seu redor.

O processo é gradual e único para cada pessoa, mas com o tempo é possível, dentre outros benefícios, reconhecer os fios que relacionam passado e presente, elaborar novas formas de lidar com os conflitos emocionais e experimentar maior liberdade nas escolhas do dia a dia.

O espaço analítico, ou seja, o ambiente acolhedor do momento da análise, os horários fixos e semanais, o sigilo absoluto, cria a segurança necessária para que essa jornada seja possível. Ali, até o que parece insignificante, como um fragmento de sonho, uma conversa trivial no supermercado ou um filme impactante, pode ser a chave para o desate de um nó. 

A psicanálise não elimina a angústia, ela faz parte da vida. O que ela faz é oferecer a possibilidade de dar novos sentidos e significados à própria história!

A psicanálise, através de um espaço seguro e acolhedor, pode te auxiliar no enfrentamento desses desafios, buscando compreender o que está por trás desses sintomas, sentimentos, escolhas de vida, relacionamentos e angústias.​ Se você procura por esse tipo de mudança, meu trabalho é para você. Entre em contato e agende uma consulta para nos conhecermos! Também sinta-se à vontade para enviar a sua dúvida ou solicitar mais informações.

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©2024 por Flávia Pagliusi

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