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A terapeuta vai me dizer o que devo fazer?

  • Foto do escritor: Flávia Pagliusi
    Flávia Pagliusi
  • 4 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de out.

Pessoa tomando uma decisão

Devo ou não trancar faculdade? Será que é melhor pedir demissão? Termino meu relacionamento ou sigo tentando um pouco mais? Muita gente chega à terapia esperando que a analista vá, em algum momento, dizer o que é preciso fazer, qual a melhor decisão a se tomar.


Numa conversa informal ou mesmo em algumas abordagens terapêuticas estamos acostumados a receber conselhos, opiniões, possibilidades de solução, o que costuma aplacar a angústia de simplesmente não saber o que fazer. Nos furtamos à tarefa de tomar uma decisão... e, consequentemente, encarar as consequências! Queremos garantias num mundo onde nada está dado e tudo é incerto. Buscamos certezas, acreditando que o outro detém o saber sobre nós mesmos, seja esse outro um amigo, um familiar ou um terapeuta.


Nesse sentido, a psicanálise propõe algo diferente. A escuta analítica não tem como objetivo dizer o que é certo ou errado e muito menos oferecer um caminho a ser seguido. Essa é uma busca singular e única para cada sujeito e, claro, nem um pouco livre de angústia. Porém, é na constante pesquisa sobre o próprio desejo, sobre aquilo que pulsa e provoca cada pessoa a seguir em frente, que é possível escolher um caminho com mais liberdade. Por isso, a analista não aconselha, não aponta direções, mas escuta esse impulso, partindo-se do princípio de que só a própria pessoa possui as respostas que procura — e que essas respostas não estão na superfície, mas em camadas mais profundas da experiência.


Será mesmo que não sabemos o que queremos? Será que não temos a resposta? Ou talvez as coloquemos fora do alcance por saber, ainda que inconscientemente, que elas podem entrar em choque com aquilo que é esperado de nós, seja pela família, pelos colegas de trabalho, pelas normas sociais ou com o que nós mesmos sempre acreditamos ser?



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©2024 por Flávia Pagliusi

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